Agnaldo Rayol Opta por Envelhecer com Seu Público e Rejeita Novos Caminhos
- Feliciano
- 5 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
hales de MenezesColaboração para Splash, em São Paulo…

Uma voz impressionante na música brasileira, Agnaldo Rayol foi um cantor que decidiu envelhecer com seu público. Sucesso desde muito jovem pela afinação perfeita e um jeito de galã, ele não procurou novos caminhos quando chegou à maturidade e sua opção por cantar clássicos românticos das décadas de 1940 a 1960 não encontrava repercussão entre os mais jovens. Foi fiel a seu estilo, seguido por fãs maduras.
Ele não gostava que se referissem a ele como Rayol. Preferia "Agnaldo", como era chamado aos berros pelas fãs enlouquecidas que adoravam seu repertório com predominância de canções italianas e muitas de temas religiosos. Cantar "Ave Maria" era tão essencial em seus shows como "
Agnaldo Coniglio Rayol nasceu no Rio de Janeiro, em 1938, e depois se mudou para o Rio Grande do Norte. Lá começou a exibir sua voz de barítono em programas de rádio. Aprendeu canto lírico e sua preocupação inicial era apenas com a excelência da voz. Voltou ao Rio para tentar a carreira, mas acabou contratado pela TV Tupi, em São Paulo, para onde se mudou em 1957.
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Queria ser apenas cantor, mas os amigos e colegas o incentivaram a aparecer na TV, por ser "alto e bonito". Logo caiu nas graças de produtores e em pouco tempo já apresentava programas na Record. Chegou a ter uma atração só sua, Agnaldo Rayol Sh…
A carreira fonográfica, iniciada em 1958 e depois turbinada pelo sucesso na gravação "Acorrentados", em 1963, começava a mostrar decadência nos anos 1980. Para muitos, Agnaldo precisaria "se reinventar", buscar de alguma maneira uma modernização em seu repertório. E ele fez exatamente o caminho oposto…

03.jul.2017 - Em imagem postada pela equipe do apresentador nas redes sociais, Silvio Santos aparece com Agnaldo Rayol, Paulo Sérgio, Cauby Peixoto e Ed Carlos
Imagem: Reprodução/Instagram…
A partir de 1983, comandou durante oito anos o programa Festa Baile, um sucesso das noites de sábado na TV Cultura. Ele ajudou a levantar o ibope do programa ao substituir o veterano Francisco Petrônio na apresentação. Agnaldo e Claudia Matarazzo conduziam a atração, gravada no clube Tietê, mostrando canções nostálgicas nas vozes de artistas veteranos acompanhados da orquestra do maestro Sylvio Mazzuca. E, claro, sempre com Agnaldo cantando uma ou duas músicas. Um programa praticamente proibido para menores, porque atendia a um público que voltava no tempo, ouvindo canções guardadas em sua memória afetiva.




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