Bahia abriga o maior polo de produção agrícola irrigada do Brasil;
- Feliciano
- 17 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

Região passou a apresentar o maior polo de produção irrigada com pivôs centrais do Brasil | Divulgação / Freepik
Os altos índices de seca no Brasil fez com que as áreas irrigadas aumentassem em quase 15% em cerca de dois anos. Segundo levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a região oeste da Bahia passou a apresentar o maior polo de produção irrigada com pivôs centrais do país, com aproximadamente 100 mil hectares incorporados aos sistemas, ultrapassando Minas Gerais.
De acordo com informações do portal Globo Rural, no contexto geral, o Brasil ultrapassou a marca de 2,2 milhões de hectares irrigados por 33.846 pivôs centrais, com incremento de 281,6 mil hectares e 3,8 mil novos equipamentos para o desenvolvimento do setor. Desta forma, a expansão registrou o maior índice da série histórica desde 1985.
O representante da Agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), Daniel Guimarães, acredita que a alta é consequência dos eventos climáticos, como estiagens prolongadas e ondas de calor. “Essas volatilidades inerentes à produção de sequeiro têm refletido na tendência de crescimento da agricultura irrigada no Brasil”, afirmou.
O extremo oeste da Bahia contou com aumento de 42% das áreas irrigadas, chegando a 332,5 mil em outubro de 2024. Em todo o estado, o índice chegou a 404,4 mil hectares irrigados, sendo 110 mil a mais do que há dois anos, com expansão na produção de soja, algodão, milho e café. A segunda colocação ficou com o noroeste mineiro, com 37,5 mil hectares irrigados.
Já São Paulo contou com 247 mil hectares de área irrigada, considerado nível estável, que pode ser explicada pelas limitações de crescimento ao uso e ocupação do solo, ao preço da terra e estrutura fundiária local. Já Goiás e Mato Grosso tiveram aumentos maiores do que 10%, com 345,5 mil e 183 mil hectares, respectivamente.
Na Bahia, o extremo oeste baiano contém 82% da irrigação do Estado, com a cidade de São Desidério (BA) liderando o ranking com 91,6 mil hectares. Guimarães acredita que esse crescimento está relacionado às condições topográficas, às facilidades de implantação dos empreendimentos, ao uso das águas do Aquífero Urucuia e ao armazenamento da água de irrigação em tanques de geomembrana (lona).
Entretanto, o índice de irrigação ainda é de pequeno acesso em relação aos produtores brasileiros. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que a área irrigada do Brasil corresponde a apenas 2,6%, ou seja, 9,2 milhões de hectares do que é irrigado em todo o mundo.




Comentários