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Dólar sobe para R$ 6,17 apesar de leilão do BC; cenário fiscal e juros preocupam

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 17 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,99%, cotada a R$ 6,0942, em um novo recorde nominal (sem ajuste pela inflação). Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,84%, aos 123.560 pontos.

O dólar opera em alta nesta terça-feira (17), cotado a R$ 6,1522 às 10h20, um aumento de 0,95% na comparação com a segunda-feira. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 6,1736. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em leve alta (leia mais abaixo).

A valorização da moeda estrangeira ocorre em meio à expectativa de investidores pela votação no Congresso do pacote do corte de gastos enviado pelo governo. As medidas podem ser analisadas na Câmara nesta semana, a última antes do recesso parlamentar.

O governo quer economizar com o pacote R$ 70 bilhões nos próximos 2 anos, e um total de R$ 375 bilhões até 2030. A ideia é evitar um descontrole das contas públicas. No entanto, as perspectivas do mercado para os gastos públicos nos próximos anos são ruins.

A alta do dólar ocorre também após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que avaliou justamente a disparada da moeda nas últimas semanas (leia mais abaixo).

O Banco Central chegou a intervir para reduzir a pressão do dólar sobre o real. A intervenção fez a moeda estrangeira desacelerar um pouco por volta das 9h40, mas o movimento de forte alta retomou em seguida.


Aumento da Selic, alta do dólar e percepção do mercado


Na última quarta-feira (11), o Copom elevou a Selic, a taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, de 11,25% para 12,25% ao ano. Além disso, voltou a indicar que em suas próximas duas reuniões, que acontecem nos primeiros meses de 2025, outras altas de mesma magnitude devem acontecer. Isso deve levar a taxa Selic a um patamar de 14,25% ao ano.

Na ata do Copom, o BC justificou o aumento da Selic e a previsão de novas altas com base na disparada do dólar nas últimas semanas e na percepção negativa do mercado sobre o pacote econômico proposto pelo governo, enviado ao Congresso no fim de novembro.

Segundo o blog do Valdo Cruz, para evitar uma desidratação das medidas propostas e garantir a aprovação do pacote, o governo prepara mais R$ 800 milhões de emendas parlamentares para serem liberadas nesta reta de final de ano, além dos R$ 7,6 bilhões já empenhados para deputados e senadores até esta segunda.


 
 
 

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