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Editorial | A Bahia não pode pagar o preço da reeleição de Jerônimo Rodrigues

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 8 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Com a aproximação do novo ciclo eleitoral, prefeitos de diversos municípios baianos já começam a se alinhar com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), visando garantir vantagens políticas e a manutenção de poder em suas regiões. Mas esse movimento precisa ser observado com cautela pela população: quem pode pagar por essas alianças não são os prefeitos — é o povo.

Jerônimo Rodrigues, que assumiu o governo com a promessa de continuidade e avanço, tem acumulado críticas em áreas estratégicas. A segurança pública continua em colapso, com índices alarmantes de violência, principalmente no interior. Na saúde, hospitais regionais enfrentam falta de médicos, insumos e estrutura. A educação também não escapa: professores desmotivados, escolas em situação precária e resultados abaixo da média nacional colocam a Bahia entre os piores estados do país em qualidade educacional.

Mesmo diante desse cenário, prefeitos têm declarado apoio ao governador, mirando benefícios políticos imediatos — cargos, recursos ou apoio em obras. É uma lógica antiga, onde o interesse público cede lugar ao projeto de poder.


É preciso deixar claro: votar em um prefeito bem avaliado não significa, necessariamente, apoiar o governador que ele indica. A população precisa separar essas escolhas. O gestor municipal pode até entregar resultados locais, mas se a estrutura estadual continua falhando — como tem acontecido sob Jerônimo Rodrigues — todos os municípios sofrem.

A Bahia precisa urgentemente de um debate sério sobre o futuro do estado. A política de alianças por conveniência, que prioriza palanques eleitorais em vez de políticas públicas eficientes, não pode mais ser a regra. O povo baiano merece mais do que promessas e discursos. Merece um governo que funcione, que ouça e que entregue.

Em 2026, o voto precisa ser consciente e independente. Não é hora de repetir escolhas que já demonstraram ineficiência. A Bahia não pode mais errar.

 
 
 

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