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Falência da Oi: o que acontece com as empresas de manutenção de rede e call center?

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Oi Fibra — Foto: Reprodução
Oi Fibra — Foto: Reprodução

Em decisão paralela à que determinou a falência da Oi , a juíza Simone Gastesi , da 7ª Vara Empresarial do Rio, aceitou o processo de recuperação judicial da Serviços de Rede (Serede) e da Brasil Telecom Call Center (Tahto). As duas empresas fazem parte do Grupo Oi e são responsáveis pela operação de campo de técnicos e de atendimento, respectivamente.


A Serede tem cerca de cinco mil funcionários e está com salários atrasados. A crise na Serede começou após clientes como a V.Tal, dona da Nio (antiga Oi Fibra) encerrarem o contrato com a empresa. Agora, especula-se que a TIM possa contratar serviço da companhia. Enquanto isso, os funcionários então em greve, agravando ainda mais a situação. Já a Tahto tem 5.800 empregados. Como base de comparação, a Oi tem outros dois mil colaboradores.

Segundo a Justiça, as duas empresas terão 60 dias para apresentarem o plano de recuperação. No requerimento apresentado para a continuidade das suas atividades, as duas empresas relatam que, a despeito da crise financeira do Grupo Oi, são sociedades operacionalmente viáveis e que não dependem apenas das atividades de sua controladora para se manterem saudáveis.



Foi determinado que, durante todo o processamento da recuperação judicial, as empresas deverão apresentar as suas contas administrativas mensais até o quinto dia útil do mês posterior, com cópia ao administrador judicial, sob pena de destituição dos seus administradores.

As empresas informaram que o fluxo de caixa não permitirá fazer frente às dívidas, que já somam mais de R$ 800 milhões. A maior parte é dívida trabalhista. A juíza considerou que a sociedade controladora (Grupo Oi), possui personalidade jurídica distinta de suas subsidiárias e a sua atividade é diversa da atividade exercida pelas subsidiárias.



Segundo a magistrada, a decretação da falência do Grupo Oi não vai impactar no processo das subsidiárias. A magistrada observa que as empresas possuem autonomia financeira.

 
 
 

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