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Furto, Racismo e Conflito com Torcedores do Peñarol no Rio: Vídeos e Relatos Revelam Motivos da Briga

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 23 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Segundo a PM, confusão aconteceu após a prisão de um uruguaio que havia furtado um celular em uma padaria. Trio acusa os torcedores de racismo e de assédio. Outro vídeo mostra homem apontando a arma para uruguaio que cruzava a quadra de futevôlei.

As cenas de selvageria nesta quarta-feira (23) na orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, têm relatos e vídeos de fatos que podem ter levado à briga generalizada com cerca de 280 torcedores uruguaios.

O grupo, no Rio para ver o jogo contra o Botafogo à noite, no Estádio Nilton Santos, entrou em confronto com brasileiros – incluindo a Polícia Militar. Além da pancadaria, houve depredação e até veículos incendiados (saiba mais sobre a briga).


Momentos antes do caos na praia, a Polícia Militar prendeu um uruguaio que furtou um celular de dentro da Padaria Alfabelle, na Avenida Lúcio Costa – a principal da orla.


O responsável pelo estabelecimento acionou a polícia depois de perceber que o aparelho tinha sido levado e confirmar nas imagens de câmeras de segurança (veja acima o vídeo).

O uruguaio foi, então, localizado em um quiosque e revistado. Com Carlos Francisco Sauco foi encontrado o celular furtado. Ele foi preso em flagrado e autuado por furto.

Este teria sido o primeiro incidente, que começou a inflar os ânimos entre os uruguaios.

Ambulantes e comerciantes também relataram que foram saqueados.


Em outro momento posterior, os uruguaios teriam ido para a praia, onde há relatos de outras confusões. Uma delas envolve denúncias de racismo.

O g1 conversou com jovens que estavam na praia, onde também aproveitavam o dia de sol torcedores do Peñarol – que enfrenta à noite o Botafogo pela Taça Libertadores.

O trio contou que os uruguaios começaram com brincadeiras inconvenientes com as meninas e chegaram a tocar no corpo e cabelo delas sem o consentimento. Uma delas diz que o biquíni chegou a desamarrar.

Amigo delas, Igor tentou ajudar e conta que foi, então, alvo de ataques racistas.


"Eles proferiram gestos de macacos, eles falaram sobre o meu cabelo, que o meu cabelo fedia, que a cor do meu cabelo era ruim, que a minha cor era muito suja", contou.

Segundo ele, outros brasileiros que estavam na praia se solidarizaram e a confusão começou a se formar, segundo contam.


"Outras pessoas que trabalham na praia, os trabalhadores vieram e perguntaram que o que estava acontecendo. Começou um alvoroço muito grande (...) Foi quando todo mundo começou a se dispersar."

 
 
 

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