"Grêmio sofre colapso contra o Alianza Lima e frustra torcida na Libertadores"
- Feliciano
- 17 de jul.
- 3 min de leitura
Somado à atuação contra o Cruzeiro, desempenho no Peru mostrou fragilidade das peças à disposição do técnico Mano Menezes.
Com a troca na gestão da Arena, ingressos mais baratos e mais 3 mil sócios em 12 horas, a vida do Grêmio nos últimos dias seria um mar de rosas se o time de Mano Menezes não precisasse entrar em campo.
A derrota por 2 a 0 para o Alianza Lima na noite de quarta-feira lembrou por que o único motivo para comemorar em 2025 está fora das quatro linhas.
Ao arrancar críticas do próprio treinador na entrevista coletiva, o elenco do Grêmio teve escancarada sua fragilidade no estádio Alejandro Villanueva em Lima, no Peru.
Depois da goleada de 4 a 1 sofrida para o Cruzeiro, o treinador optou pela formação com três volantes e três atacantes, sem meias de ofício, para se defender melhor e ter o contra-ataque. Novo fracasso.
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Foram 23 finalizações dos donos da casa contra oito do Tricolor, que, no segundo tempo, sequer acertou um chute no gol. Nos escanteios, nove a quatro para o Alianza Lima. Vitória peruana até nas faltas – 13 a cinco –, um exemplo da diferença de combatividade entre as equipes.

Com exceção de Alysson, o time careceu de inspiração. Improvisado à frente dos volantes, Edenilson movimentou-se bastante, entrou na área e até forçou grande defesa de Viscarra na etapa inicial.
Mas recorrer à criação do "camisa oito", como o técnico demitido Gustavo Quinteros fizera no início da temporada, é pouco para um clube com as ambições do Grêmio.
Ainda no meio-campo, Villasanti não é a sombra do que foi até 2023. Não marca nem ataca. Marlon, na esquerda, e Igor Serrote, na direita, dormiram sonhando com Castillo, que fez a festa por todos os cantos do campo.
Aravena substituiu Amuzu após atuação apagada do belga diante do Cruzeiro. Contra o Alianza Lima, Amuzu substituiu Aravena no segundo tempo após apagada atuação do chileno.
Ao levar dois gols em cerca de dois minutos, Mano Menezes começou as alterações. Alex Santana, Monsalve, Amuzu, Pavon, Ronald. A cada escolha, nenhuma resposta.
A expectativa agora está depositada nos retornos de Braithwaite e Cristian Olivera para o jogo com o Vasco, no sábado, pelo Brasileirão, e na volta com o Alianza Lima, na próxima quarta-feira, na Arena.
Aliás, os meias de criação Monsalve e Cristaldo perderam créditos com o treinador. Na entrevista após a partida, Mano Menezes foi direto ao dizer que os dois não estão bem e que o Grêmio precisa de reforço para a posição:
— A gente já tentou, já trouxe Alex (Santana). Mas acho que um pouco mais à frente está o nosso problema, no cérebro de quem pensa, de quem cria, de quem acha um passe que é o passe decisivo. Precisamos de um armador principal, que entregue aquilo que toda equipe precisa — comentou o treinador.
Após 10 dias de férias e outros 16 com a equipe à disposição para treinamentos na pausa para a Copa do Mundo de Clubes, Mano Menezes tem parcela de culpa nas atuações do Grêmio, assim como tinha Quinteros e, antes dele, Renato.
Contudo, se as notas da turma seguem baixas mesmo com diferentes professores, é preciso dizer que o problema não está só em quem ensina, mas em quem aprende (ou não).

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