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Malásia alerta que tarifa dos EUA sobre BRICS pode prejudicar fornecimento de semicondutores

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 5 de dez. de 2024
  • 3 min de leitura

O Brics, que inclui algumas das principais economias emergentes, era inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e a China e, desde então, expandiu-se para incluir outros países.


A Malásia disse nesta quinta-feira (5) que qualquer tentativa do novo governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas aos países do Brics por tentarem criar uma nova moeda ou usar alternativas ao dólar poderia causar interrupções na cadeia de suprimentos global de semicondutores.


O Brics, que inclui algumas das principais economias emergentes, era inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e a China e, desde então, expandiu-se para incluir outros países.

A Malásia se candidatou para fazer parte do bloco, que tem como objetivo desafiar uma ordem mundial dominada pelas economias ocidentais, mas ainda não foi oficialmente aceita como membro.


Kremlin afirma que ameaça de Trump aos BRICS será um tiro pela culatra.


Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que dólar está perdendo seu apelo como moeda de reserva para muitos países.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta segunda-feira (2) que a ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas aos países do Brics se eles criarem sua própria moeda e tentar obrigar os países a usarem o dólar será um tiro pela culatra..

Peskov disse que o dólar está perdendo seu apelo como moeda de reserva para muitos países, e que a tendência estava ganhando ritmo.

No sábado (30), Trump exigiu que os países membros do Brics se comprometam a não criar uma nova moeda ou apoiar outra moeda que substitua o dólar norte-americano, dizendo que, caso contrário, eles enfrentariam tarifas comerciais de 100%.


Trump ameaça taxar em 100% países do BRICS se substituírem o dólar: Entenda os impactos

A desdolarização é uma das propostas do grupo de países emergentes, que buscam reformar instituições financeiras internacionais e se afastar da dependência da moeda americana.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (30) aplicar tarifas de 100% sobre os países membros do Brics, caso não se comprometam a abandonar planos de criar uma nova moeda ou apoiar outra substituta do dólar.


Trump ainda reforçou a impossibilidade de substituição do dólar americano e disse que os países que tentarem devem se despedir dos EUA.

“Exigimos que esses países se comprometam a não criar uma nova moeda do Brics nem apoiar qualquer outra moeda que substitua o poderoso dólar americano, caso contrário, eles sofrerão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia norte-americana”, escreveu Trump em sua plataforma de mídia social, a Truth Social.

“Eles podem procurar outro ‘otário’. Não há nenhuma chance dos Brics substituírem o dólar americano no comércio internacional, e qualquer país que tentar deve dizer adeus aos Estados Unidos”, acrescentou o republicano.


As tarifas de Trump

A promessa do presidente eleito Donald Trump de impor tarifas rígidas contra os três maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos deve elevar os preços, o que prepararia o cenário para o Federal Reserve parar de cortar as taxas de juros e possivelmente aumentá-las.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse em um discurso recente em Dallas que ainda é muito cedo para considerar como os planos tarifários de Trump afetariam a economia dos EUA.

A retórica da campanha é uma coisa, mas a política promulgada é outra. Trump, no entanto, diz que não vai perder tempo, ameaçando na semana passada aplicar tarifas de 25% sobre o México e o Canadá e uma taxa adicional de 10% sobre produtos chineses no primeiro dia de seu segundo mandato em 20 de janeiro.

As tarifas de Trump quase certamente aumentariam os preços de produtos importados como abacates, carros e tequila . Isso afetaria cerca de US$ 1,5 trilhão em produtos que fluem pela América do Norte, de acordo com uma estimativa do Fundo Monetário Internacional.

Wall Street já demonstrou alguma preocupação com a possibilidade de a inflação reacender sob um segundo mandato de Trump, com os rendimentos dos títulos subindo rapidamente antes do dia da eleição e nas semanas seguintes.


 
 
 

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