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Secretário da PM participa de manifestação em homenagem a policiais mortos em megaoperação;

  • Foto do escritor: Feliciano
    Feliciano
  • 5 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Rio de Paz organizou o ato em Copacabana, onde pessoas deixaram flores e mensagens em memória dos quatro agentes mortos nos complexos da Penha e Alemão

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Uma manifestação em homenagem aos quatro policiais mortos na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão foi realizada nesta terça-feira, em Copacabana, Zona Sul do Rio, organizada pela ONG Rio de Paz. Cruzes fincadas na areia com camisas das polícias Civil e Militar manchadas de sangue e fotos de cada um dos agentes — que permaneceram por uma semana em frente ao Copacabana Palace — foram retiradas.

Durante os sete dias em que as homenagens estiveram na areia, pessoas deixaram flores em memória dos agentes mortos na megaoperação. Segundo a ONG, a manifestação vai além de uma cerimônia, sendo também “um momento de defesa da vida e de construção de um Rio de Janeiro mais humano e seguro”.

O secretário da Polícia Militar do Rio (PMERJ), coronel Marcelo Menezes, esteve presente na manifestação, juntamente com o fundador da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa. Em conversa, os representantes lamentaram a morte dos agentes e comentaram sobre uma possível "rixa" entre a corporação e o movimento dos direitos humanos.

— A farda não destitui o ser humano de seus direitos, e, muitas vezes, nós nos esquecemos disso, como se o policial fosse desprovido de direitos. E a sociedade, que estimula os confrontos, nessas horas, não honra a memória do policial e muito menos apoia sua família. Nem todos os movimentos de direitos humanos veem a polícia como inimiga — afirmou Antônio Carlos, em vídeo divulgado pela ONG.



No bate-papo, o secretário afirmou que ver os ativistas como opositores da polícia seria uma “leitura burra” e que ele faz uma avaliação justa, considerando a multiplicidade de pessoas envolvidas.

O coronel Marcelo Menezes, secretário da PMERJ, Antônio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz, e policiais militares participaram de uma manifestação em homenagem aos agentes mortos na megaoperação — Foto: Rafael Henrique Brito / ONG Rio de Paz
O coronel Marcelo Menezes, secretário da PMERJ, Antônio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz, e policiais militares participaram de uma manifestação em homenagem aos agentes mortos na megaoperação — Foto: Rafael Henrique Brito / ONG Rio de Paz

— Toda unanimidade é burra e injusta. Fazer uma avaliação não só pelo lado dos direitos humanos, mas também pelo dos policiais, é preciso, de alguma forma, entender a multiplicidade de pessoas em uma instituição tão grande e em um movimento tão grande. Seria uma leitura míope. De mim, não esperem esse tipo de comportamento — destacou o secretário.



Representantes da Polícia Civil foram convidados, mas não compareceram. A manifestação foi encerrada com um minuto de silêncio pelos mortos, seguido de uma salva de palmas.


Quem são os quatro policiais mortos na megaoperação

Cleiton Serafim Gonçalves. PM de 42 anos; Heber Carvalho da Fonseca. PM de 39 anos; Marcos Vinicius Carvalho. Policial civil; Rodrigo Cabral. Há dois meses na Polícia Civil — Foto: Reprodução
Cleiton Serafim Gonçalves. PM de 42 anos; Heber Carvalho da Fonseca. PM de 39 anos; Marcos Vinicius Carvalho. Policial civil; Rodrigo Cabral. Há dois meses na Polícia Civil — Foto: Reprodução

Há apenas dois meses na corporação, Rodrigo Cabral estava lotado na 39ª DP (Pavuna), era considerado um profissional promissor. Durante o confronto, ele levou um tiro na nuca e não resistiu aos ferimentos. Nas redes sociais, o policial compartilhava momentos de sua vida fora do trabalho Em quase todas as fotos, aparecia sorridente, cercado pela família: viagens com a esposa e a filha, brincadeiras com elas e idas ao estádio Nilton Santos para acompanhar o Botafogo, time do coração.

Rodrigo era descrito pela esposa como "o melhor pai, marido e amigo". Em fevereiro de 2024, ela publicou um vídeo e uma homenagem pelos 16 anos de relacionamento. A mensagem, acompanhada de fotos do casal e da filha, ganhou novo peso após a notícia da morte.

“Hoje sinto vontade de agradecer. Agradecer a você, a Deus, à vida, ao universo pelos últimos 16 anos que vivemos juntos. Nossa vida juntos é muito mais do que alguma vez sonhei ter, e tudo que já compartilhamos deixa meu coração orgulhoso. Me sinto muito abençoada por ter você ao meu lado. Te amo, e vou te amar para sempre! Disso pode ter certeza, e cada dia que passa amo mais e mais.”, disse a esposa naquela postagem.

Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, conhecido entre colegas como Máskara, apelido pelo qual era amplamente conhecido, tinha uma longa carreira na Polícia Civil e recentemente assumiu uma das chefias da 53ª DP (Mesquita). Ele estava há 20 anos nos quadros da corporação e era muito respeitado entre colegas pela atuação no enfrentamento ao crime organizado, costumava participar diretamente das operações em campo, mesmo ocupando cargo de chefia.

 
 
 

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